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Índice do artigo

 Partilhamos o esquema de uma vigília para o tempo da Quaresma. Depois de explicar a profundidade deste tempo, apresenta o texto do evangelho sobre as tentações. 

Material necessário 

Cartaz com a palavra "Quaresma" | Pedra com o nº 40 | Missal | Pão e água | Cancioneiro | Estola roxa | (80) Velas brancas | Carvão | (80) Silhueta pessoa | 

Cântico inicial: Na tua cruz

Na tua cruz segues hoje, Jesus

Acompanha-te onde quer que vás.

No homem que está na prisão

No que sofrerá a tortura

Em nome de Deus.

Cada choro de um menino é

Um clamor que se eleva a ti.

Recorda que ainda vinte séculos depois,

Morres diante de mim.

 

Tu, na tua cruz

Segues hoje

Morrendo diante de mim,

Continuas cravado na cruz. (Bis)

 

Viveste a destruição, Jesus

Comprovaste a escravidão.

O desprezo e a ambiguidade

Marcaram a Tua pele,

Deixaram marcas em Ti.

Os joelhos, ao tropeçar,

Tocaram este mundo cruel.

Teu olhar é hoje

Mais profundo que ontem.

Morres diante de mim.

 

Acolhimento

Presidente – Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo…

Introdução [Tema: As tentações] 

Leitor 1Sobre tentações

A tentação nem é boa nem é má. É simplesmente inevitável. Qualquer pessoa humana tem tentações, uma vez que, tendo sido criada livre, sempre se lhe apresentarão pela frente caminhos, possibilidades de agir, das quais, geralmente, umas são vistas como boas e as outras como más. Esta multiplicidade de horizontes constitui a tentação. Se a pessoa escolher uma via "correta", cresce e amadurece; se optar por uma "errada", vai tornar-se infeliz. Mas a tentação, em si, não é boa nem má. Passa a ser boa ou má conforme a decisão que cada indivíduo toma perante ela. Não é possível viver sem tentações uma vez que são os desafios naturais à liberdade de cada um. O importante é a decisão sobre a tentação.

Tenho consciência que tomo sempre as melhores decisões sobre as várias tentações que me surgem na vida?

Silêncio

Apresentação da Quaresma

Leitor 2O que é a Quaresma? [cartaz com a palavra “Quaresma”]

Quaresma é a designação do período de quarenta dias que antecedem a principal celebração do cristianismo: a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo, que é comemorada no domingo e praticada desde o século IV.

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa. Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos dedicam-se à reflexão, a conversão espiritual e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz.

Leitor 3Porquê 40 dias? [pedra com o número 40]

O primeiro a viver uma Quaresma foi Jesus porque passou 40 dias no deserto. Aí rezou, jejuou e venceu a tentação. 

Leitor 4Os domingos fazem parte da Quaresma? [Missal]

Celebrando a Quaresma, devemos procurar estar mais perto de Deus e o domingo é o dia do Senhor. Uma coisa a cuidar na Quaresma é como vivemos a eucaristia todos os domingos, conforme a proposta da Igreja. Na verdade, o domingo é sempre uma celebração da Ressurreição, que é a festa central que preparamos durante a Quaresma.

Leitor 5Porque não se come carne às sextas-feiras? E se faz as abstinência? [Pão e água]

Na Quaresma procuramos seguir o exemplo de Jesus, que jejuou no deserto. Portanto, a Igreja estabeleceu que nos privemos à sexta-feira de comer algo característico, como a carne, em memória da morte do Senhor (que celebramos na Sexta feira Santa), como um sinal de sacrifício.

Leitor 6Que outros atos de penitência se podem fazer? [Dois jovens que se abraçam]

É-nos sugerida a oração, a esmola, o dedicar o nosso tempo àqueles que precisam, a participação com empenho nas vigílias e peregrinações e a viver com especial preparação e devoção a confissão ao sacerdote. 

Leitor 7Porque não se prenunciam o Aleluia e o Glória durante a Quaresma? [Cancioneiro]

Aleluia significa "Louvai", e é aclamação marcada pela alegria e pela festa. O clima da Quaresma não combina com esse ambiente totalmente festivo. O Aleluia será uma explosão de alegria na Vigília Pascal. Também o Glória é omitido na Quaresma, pelos mesmos motivos.

Leitor 8 – Que significa a cor roxa? [Estola roxa]

Durante a Quaresma a Igreja veste os seus ministros com vestimentas de cor roxa, que simboliza a tristeza e a dor. A diversidade de cores nas vestes sagradas tem como finalidade expressar de forma mais eficaz as características dos mistérios celebrados. As Escrituras dizem-nos que um manto púrpura foi colocado sobre Jesus durante a sua paixão como um gesto de escárnio pelos romanos. O uso de vestes roxas evoca esse momento. O roxo dará lugar ao branco na Páscoa, que é um símbolo de pureza e glória.


 

Palavra de Deus

Leitura do Evangelho segundo São Lucas (Lucas 4:1-12)

Naquele tempo, cheio do Espírito Santo, Jesus retirou-se do Jordão e foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, onde esteve durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo. Não comeu nada durante esses dias e, quando eles terminaram, sentiu fome. Disse-lhe o diabo: «Se és Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem.» 

Levando-o a um lugar alto, o diabo mostrou-lhe, num instante, todos os reinos do universo e disse-lhe: «Dar-te-ei todo este poderio e a sua glória, porque me foi entregue e dou-o a quem me aprouver.  Se te prostrares diante de mim, tudo será teu.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.»

Em seguida, conduziu-o a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo,  pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, a fim de que eles te guardem; e também: Hão de levar-te nas suas mãos, com receio de que firas o teu pé nalguma pedra.» 

Disse-lhe Jesus: «Não tentarás ao Senhor, teu Deus.» 

Palavra da salvação

Todos: Graças a Deus. 

Silêncio

Reflexão da Palavra de Deus

- A tentação do deserto

Segundo o Evangelho, a primeira tentação de Jesus tem por cenário o deserto. Ali, após 40 dias sem comer, sente fome e o tentador incita-o a deixar o seu plano de jejum e converter as pedras em pão. 

O povo de Israel teve a mesma experiência. Depois de sair da escravidão do Egipto e entrar na liberdade do deserto, durante 40 anos experimentou uma fome parecida. Perante a escassez de alimento, o povo caiu na tentação. Revoltou-se contra Moisés, desejou poderes especiais para fazer aparecer alimento, e até chegou a desejar ter poder para voltar para a escravidão do Egipto, onde comia bem (Ex 16). Muitos anos depois, Moisés havia de lhes atirar esta fraqueza à cara, dizendo-lhes que deveriam ter pensado que não só de pão vive o homem, mas também de tudo o que sai da boca do Senhor (Dt 8,3). 

Mas, quando sobreveio essa mesma tentação, Jesus negou-se a usar os seus poderes especiais em benefício próprio; e, recordando aquelas palavras de Moisés, apresentou-as ao diabo e derrotou-o.

Quais são as minhas tentações de egoísmo e de auto-satisfação exagerada que quero superar?

Silêncio

- A tentação do monte

A terceira vez que Jesus defronta o tentador é num monte muito alto, donde, numa visão imaginária, contempla todos os reinos de então. Desta vez, Satanás vai directamente ao assunto e mostra a finalidade das suas tentações, abandonar o Pai e converter-se num adorador do diabo, para obter melhores benefícios e riquezas na sua vida. 

Também Israel teve esta tentação no deserto: abandonar Deus e fabricar para si um ídolo, um bezerro de oiro a quem adorar. E tinha sucumbido à tentação (Ex 32). Com a sua infinita e habitual paciência, Moisés dirigiu um discurso ao povo antes de este entrar na terra prometida, pedindo-lhe que agora não se deixassem tentar pelos outros deuses que ali pudessem encontrar, pois «só a Deus se deve adorar, e unicamente a Ele se deve dar culto» (Dt 6,13). 

Jesus viveu esta mesma tentação de adorar a outro além de Deus Pai. E superou-a novamente com as palavras de Moisés, que lhe serviram de argumento vencedor

Quais são as minhas tentações que me afastam de Deus e de domínio dos outros que quero superar?

Silêncio

- A tentação do pináculo

O segundo encontro entre Jesus e o diabo tem lugar no pináculo, um lugar muito alto normalmente localizado no cimo de um palácio ou castelo.

Ali é convidado a atirar-se, para provar que Deus cuida sempre dele e não permite que lhe suceda qualquer mal. 

Também Israel tinha passado por uma situação parecida. Na localidade de Massá, no deserto, tinha faltado a água. Sabiam que Javé estava com eles e nunca os abandonava. Mas para prová-lo e ver se era certo que Deus não permitiria que nada lhe acontecesse, exigiram a Moisés que fizesse aparecer água com um sinal maravilhoso. Caíram na tentação de usar a Deus. E apesar disso, Deus fez-lhes o milagre, sem mais (Ex 17,1-7). Mas Moisés, recordando este episódio, anos mais tarde repreendeu-os: «Nunca mais voltem a tentar a Deus» (Dt 6,16). Agora era Jesus quem tinha esta mesma tentação: pôr Deus à prova, atirando-se do tecto abaixo para ver se era certo que Deus sempre estava com Ele. Mas o Senhor, recordando outra vez o conselho de Moisés, voltou a citá-lo ao diabo para o vencer.

Quais são as minhas tentações de domínio de Deus ao querer usá-lo para meu proveito próprio?

Silêncio

Neste momento, para refletir as nossas tentações e ajudar a exteriorizá-las, será dado um pedaço de carvão com o qual deverão pintar na silhueta alguns lugares que signifiquem as várias tentações pessoais.

Cântico: Nada temo

Se me envolve a noite escura

e caminho sobre abismos de amargura,

nada temo, porque a luz está comigo. (bis)

Se me colhe a tempestade

e Jesus vai a dormir na minha barca,

nada temo porque a Paz está comigo. (bis)

Se me perco no deserto

e de sede me consumo e desfaleço,

nada temo, porque a Fonte está comigo. (bis)

Se os amigos me deixarem

em caminhos de miséria e orfandade,

nada temo, porque o Pai está comigo. (bis)

Se os descrentes me insultarem

e se ímpios mortalmente me odiarem,

nada temo, porque a Vida está comigo. (bis) 


 

Exposição do Santíssimo

Faz-se a exposição do Santíssimo durante o cântico

Silêncio

Presidente: Graças e louvores se deem ao Santíssimo Sacramento.

Todos: Fruto do ventre sagrado, da Virgem puríssima, Santa Maria.

 

Presidente: Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.

Todos: Peço-Vos perdão pelos que não, creem, não adoram, não esperam e não vos amam.

Silêncio

Leitor – Senhor Jesus, foste Tu que me ensinaste a vencer as tentações. E foste Tu que deste o exemplo de como ser firme nas convicções para enfrentar a tentação do mal nos momentos do dia-a-dia.

Estou aqui, diante de ti, para estar contigo e desfrutar de Ti, da Tua presença e da Tua ternura por cada um de nós. Sou teu!

Faço silêncio, diante de Ti, procurando as forças que me ajudem nos momentos de dificuldade, especialmente quando tenho que fazer escolhas importantes. Envia o Teu Espírito Santo sobre mim.

E, no “corrupio” do dia-a-dia, ilumina a minha mente para poder ser mais a Tua imagem. Quero ser mais amor, mais caridade. Quero estar mais contigo e rezar. Quero aceitar algum sacrifício que me surja na vida.

Sou teu. Cuida-me.

Silêncio

Gesto

Como gesto de libertação e de purificação nesta Quaresma, sugerimos que cada um, simbolicamente, se aproxime da chama ardente, reconheça que as tentações surgem na vida e as consegue superar. Cada um é convidado, em primeiro lugar, a sujar com carvão, o local da silhueta que signifique alguma tentação que habitualmente tenha. Depois, dirige-se à chama da vela e queima as suas tentações, significando a vontade de ser forte, decidido e vencer com a força da fé em Jesus. Finalmente, cada um receberá uma simples vela que significa a luz de Jesus Cristo para os caminhos das nossas vidas nesta Quaresma. 

Cântico: Senhor, aqui nos tendes

Senhor, aqui nos tendes,

Juntos para Te amar.

Só Tu conheces e entendes

Tudo o que temos p’ra dar

Dor e pobreza, toda a alegria,

Tanto sofrer e paz

Que a vida oferece e cria,

Que a vida leva e traz.

Ó Cristo, de braços cansados

Sem Ti, Senhor, que seria

A tormenta dos pecados

E o medo da manhã fria...

Então, faz de nós ó Deus,

Teu repouso e morada

E o amor dos que são teus

Torne a terra abençoada.

Faz ó Deus... 

Oração final e despedida

Presidente: Ao terminarmos esta vigília de oração no início da Quaresma, juntamento com tantos cristãos que pelo mundo celebram estes 40 dias de conversão e vivem as mesmas propostas de vida de Jesus Cristo, apresentando a nossa vontade de ultrapassarmos as nossas tentações, rezamos ao Pai como Ele nos ensinou.

Pai Nosso

Presidente:  Rezemos. Recebei, Pai de Jesus e Pai nosso, as nossas orações e a nossa disponibilidade em renovarmos os nossos caminhos na busca do bem e da felicidade. Pedimo-Vos a sabedoria e a fortaleza do Espírito Santo para que, com a Vossa ajuda, possamos encontrar neste tempo da Quaresma a Vida nova em Vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amén.

Presidente: O Senhor esteja convosco.

Todos: Ele está no meio de nós.

Presidente: Abençoe-vos Deus, Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

Todos: Amén.

Presidente: Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe.

Todos: Graças a Deus.

Cântico final: Jesus Cristo, eu sinto a Tua voz

Jesus Cristo, eu sinto a Tua voz.

Disseste-me: "Vem e segue-Me".

Deixa tudo e reparte aos pobres, 

Quero que sejas sal e luz.

confia sempre, porque a teu lado Estou".  

 

Aqui, Senhor, tens minha vida

que quer ser presença do Teu amor.

Sei que não é fácil seguir Teus passos,

mas com Tua força serei fiel.  

 

Servir-Te-ei entre os homens, Teu Reino anunciarei,

porque a Teu lado quero caminhar.

Servir-Te-ei entre os homens, Tua cruz abraçarei.

Se não respondo, volta-me a chamar. Ámen.

Autoria: Pe. Álvaro Lago, sdb (2017)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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