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A síntese da Palavra de Deus deste Domingo 21 é muito simples: Deus quer a salvação de todos.

Mas o que é a salvação? É apenas o amor em que infinitamente Deus me ama. Dizia o Papa Francisco na Polónia: “O Senhor não se mantém à distância, mas é vizinho e concreto, está no nosso meio e cuida de nós, sem decidir em nosso lugar nem se ocupar de questões de poder”. Somente que este amor nos pede para subir pela porta estreita da Cruz e não para permanecer “na vida de sofá”, como dizia o Papa Francisco aos jovens.
No Evangelho aparece-nos uma pergunta incómoda, inquietante, quando cada um de nós a faz a si mesmo: “São poucos os que se salvam?”. Jesus não responde ao número, mas responde, sim, ao modo como se é salvo. A 1.ª leitura fala-nos da oferta da salvação a “todos os povos” e a “todas as línguas”. A 2.ª leitura convida-nos a correr para a meta da santidade. Bom domingo.
1. Introdução
O modo como se é salvo. Neste Domingo 21 aparece uma pergunta incómoda, inquietante, quando cada um de nós a faz a si mesmo: “São poucos os que se salvam?”. Jesus não responde ao número, mas responde, sim, ao modo como se é salvo (Evangelho). A 1.ª leitura fala-nos da oferta da salvação a “todos os povos” e a “todas as línguas”. A 2.ª leitura convida-nos a correr para a meta da santidade.
2. Isaías 66, 18-21
2.1 Texto
Eis o que diz o Senhor: «Eu virei reunir todas as nações e todas as línguas, para que venham contemplar a minha glória. (…) De todas as nações, como oferenda ao Senhor, eles hão de reconduzir todos os vossos irmãos, em cavalos, em carros, em liteiras, em mulas e em dromedários, até ao meu santo monte, em Jerusalém – diz o Senhor – como os filhos de Israel trazem a sua oblação em vaso puro ao templo do Senhor. Também escolherei alguns deles para sacerdotes e levitas».
2.2 Convite à salvação
O desígnio de Deus é oferecer a salvação a “todos os povos” e a “todas as línguas”. O Senhor quer levá-los para a sua glória e, inclusive, com a ideia revolucionária de virem a servir no templo. Há também um convite para subir ao monte santo de Jerusalém, cidade do pão e da paz, cidade da fraternidade e da abundância. A vinda dos povos contrasta com o exílio e a destruição do templo. É a esperança dum tempo novo que é celebrada.
3. Salmo 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)
3.1 Este Salmo 116 é o mais pequeno do Saltério
 Mas, apesar disso, é duma grande beleza e com a dinâmica da missão universalista do Evangelho. Há nele um convite ao louvor das nações, motivado na fidelidade ao Senhor. “Louvai o Senhor, todas as nações, aclamai-O, todos os povos”. “A fidelidade do Senhor permanece para sempre”.
4. Hebreus 12, 5-7.11-13
4.1 Texto
Irmãos: Já esquecestes a exortação que vos é dirigida, como a filhos que sois: «Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem desanimes quando Ele te repreende; porque o Senhor corrige aquele que ama e castiga aquele que reconhece como filho». É para vossa correção que sofreis. Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige? Nenhuma correção, quando se recebe, é considerada como motivo de alegria, mas de tristeza. Mais tarde, porém, dá àqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e de justiça. (…)
4.2 A salvação só em Deus existe
Esta leitura faz-nos lembrar o Livro dos Provérbios 3,11-12 onde nos diz que o Senhor nos trata como filhos e, por isso, nos corrige, interessado como está no nosso bem. Toda a correção traz-nos a justiça e a paz. A expressão “corramos com perseverança” remete-nos para a meta que é itinerário de santidade. A salvação depende duma pessoal e livre adesão a Cristo.
5. Lucas 13, 22-30
5.1 Texto
Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».
5.2 Entrar pela porta estreita
O Evangelho de hoje vem na continuação do domingo passado. É um evangelho exigente. Começa com uma pergunta de um dos que O seguiam: «Senhor, são poucos os que se salvam?» A sua pergunta era normal no ambiente farisaico daquele tempo e repete-se na Igreja de hoje. Jesus não responde diretamente a quem lhe fez a pergunta, mas diz dirigindo-se a todos os que o rodeiam: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (caminho da cruz). Segue-se a ação com tudo o que nos poderá acontecer. Há um convite à luta, à fidelidade, à coerência de vida. Não pretender ter direito ao reino. Não importa os lugares que ocupamos, os espaços que usamos, o tempo que, porventura, até dedicamos ao sagrado. Lentamente percebemos que o bilhete da salvação a validar pede-me atenção ao amor a Deus e aos irmãos, às obras de misericórdia, imitando os melhores modelos, os santos. Jesus não responde ao número dos “salvados”, mas sobre o modo como se é salvo.


6. Meditação
Gratuidade de Deus. Mas o que é a salvação? É apenas o amor em que infinitamente Deus me ama. Então, cuidar da salvação é um abandono a esta incrível gratuidade de Deus que supera todas as leis e mandamentos, que não se abala perante as minhas ingratidões. Ele arrisca depositar confiança em mim. E não são excentricidades piedosas que me levarão ao conhecimento de Deus, mas um coração que escuta e coloca n’Ele toda a sua alegria (Sementes do Reino).
7. Oração
Senhor, tu és a porta para os campos da vida. Porta estreita, graças a um elevado preço, mas aberta, como o coração sob o golpe da lança, como os pés abertos pelos cravos; como as mãos abertas no lenho. Tu és a porta estreita que me faz pobre, simples e criança. Tu és a porta bela que me introduz na festa. Tu és a porta aberta que eu atravessarei agarrando-me com força à tua mão. Tu és a porta espaçosa como a misericórdia. Rogo, faz-me como tu és, pequena porta mas sempre aberta, ó eterno Sol. Ámen. Ermes Ronchi.
8.1 Contemplação
Deus quer a salvação de todos.
Mas é importante uma resposta generosa.
Exige esforço, encanto, atitude de amigo para amigo.
É preciso estar a trabalhar e estar desperto para receber
a madrugada de Deus.
Urge subir pela porta estreita da Cruz, para ir ao banquete pascal da vida nova,
aí, onde o Pai nos espera.
A salvação não é questão de curiosidade, mas de compromisso.
Percebido isto, está tudo compreendido.
8.2 Poema
Louvor a Jerusalém
Levanta-te e resplandece, Jerusalém, Porque chegou a tua luz E brilha sobre ti a glória do Senhor. Is 60,1

Veste-te de festa, Jerusalém,
Põe tranças de oiro, flor de jasmim,
Pulseira com rubis, brincos de prata,
Tapete verde-escuro em teu jardim.

Tua montanha mostra a tarde da paixão,
Misericórdia e amor, para nós doação.
Tuas ruas roxas de mantos coloridas,
Clarins a tocar ao longe Aleluias.

Canta rouxinol para Jerusalém,
Sobe o seu monte e voa pelos céus.
Bebe da água pura nascente da fonte,
Contempla seu templo coberto de véus.

Como o sol de mil cores ao nascer,
Minha alma corra para ti sem senso
E morra lenta em cada entardecer
Até partir para sempre como incenso.

As cancelas foram primeiro o termo do mundo…
E atrás de cada coisa aparecia algo de infinito.
Thomas Traherne

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