Dramatização do Evangelho

Dramatização do Evangelho

A dramatização é uma das linguagens possíveis para anunciar o Evangelho. No teatro, comunicamos com o corpo em expressão dinâmica, a música, os silêncios, a canção. Além disso, trata-se de uma forma de comunicação que pode ser económica, pois o fundamental é a pessoa capaz de comunicar com uma assembleia, interpelando-a com a palavra e com os gestos.
De que forma se podem fazer encenações bíblicas?

 

Neste artigo partilhamos algumas dicas. 

1 – Analisar o texto
Em primeiro lugar, todos os membros do grupo deverão ouvir com atenção o texto evangélico. Pode fazer-se a leitura em forma dialogada. Em seguida, a análise do mesmo.

– Em que cenário decorre a acção? Há um ou mais cenários?
– Quais são as personagens? Quais os seus sentimentos?
– Que acção se desenrola? Em quantas cenas se poderia dividir?
– Qual o contraste entre a situação inicial e final?
– Qual a actualidade para nós, aqui e agora, deste texto?
Este questionário não é exaustivo. O importante é que o grupo reflita sobre o texto e capte a sua actualidade. De facto, estas narrações não são para ser lidas como quem lê uma história do passado; nelas está escondida uma boa notícia para todos nós, hoje. Cristo continua a falar­-nos com os seus gestos e palavras de vida eterna. Estes textos nunca envelhecem, porque proclamam a todas as gerações que Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

2 – Ler o guião
Regra geral, as encenações bíblicas, incluem três momentos.
Em primeiro lugar, procura motivar-se o público presente para escutar o texto evangélico, encenando um «sketch», apresentando um monólogo ou utilizando outra técnica teatral. Geralmente há narradores que facilitam a compreensão do texto e fazem a ligação das várias partes do guião.

Em segundo lugar, o mais importante: o texto evangélico é encenado com palavras actuais, sem de modo algum se fugir ao sentido do texto original.

Finalmente , a conclusão. O público pode participar neste final, cantando com os actores a canção que é proposta ou outra adequada.

Feita a leitura do guião, o grupo deverá assumi-lo como seu. Para isso terá eventualmente de o aperfeiçoar, de fazer correcções, de o ampliar, de introduzir modificações. O importante é que o guião definitivo sirva para o o grupo comunicar com verdade o que sente e pensa da mensagem que se propõe comunicar, para que esta se torne Boa Nova para toda a gente. Durante este trabalho de aperfeiçoamento, deverá estar presente esta certeza: é preciso que a palavra de Deus ilumine a nossa vida, incarne nas nossas situações, seja fermento, sal e luz.
Recorda-se também a necessidade de prever todos os pormenores: entradas e saídas de cena, luzes, cenário, disposição das cadeiras para o público, etc.

3-Ensaiar
Os actores deverão evidentemente ter uma boa dicção, fazendo-se ouvir. Falarão com convicção, levando o público a emocionar-se, a sentir-se envolvido no drama, a reagir favoravelmente.
É evidente que não é fácil encontrar bons artistas que incarnem os papéis propostos. Mas com um bom ensaiador pode fazer-se uma dramatização com um mínimo de dignidade.
O ensaiador deverá aceitar as propostas que vão surgindo durante os ensaios e contribuirá, além disso, para criar um bom ambiente no grupo. Será verdadeiramente um animador democrático.
Só deverá levar-se à cena quando a representação tiver a qualidade necessária, pois trata-se de textos que merecem toda a dignidade: é Palavra de salvação.

Se procuras guiões de dramatizações bíblicas, sugerimos-te o livro Sal da Paz 

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