Mesmo que um encontro ou actividade pareça ter corrido da melhor forma possível, é fundamental existir um momento de avaliação. Isso permite aos participantes reviver os momentos mais importantes e ao animador ficar com uma ideia mais clara dos objectivos realmente atingidos com o encontro e quais os aspectos a melhorar.
Aqui ficam algumas técnicas para avaliar, retiradas e adaptadas do livro Interagir.
1. TORNAR-SE
Material: Uma folha em branco e um lápis/caneta por participante
Objetivo: Refletir sobre o impacto da atividade realizada e partilhar perceções entre o grupo
Procedimento:
A. Distribui-se por todos os participantes uma folha em branco e lápis/caneta, solicitando que escrevam os seus primeiros nomes, bem em cima, com letras de imprensa.
B. Em seguida, pede-se que escrevam uma frase que queiram ver completada pelos membros do grupo e que tenha como objetivo saber mais sobre o impacto que a atividade teve nos participantes:
Exemplos:
+ Com esta atividade comecei a tornar-me uma pessoa que…
+ Com esta atividade descobri que…
+ Esta atividade deu-me a oportunidade de…
C. O próprio autor da folha completa a sua frase.
D. Ao sinal do animador, cada participante passa a sua folha para o vizinho da direita e recebe a folha do vizinho da esquerda.
E. Na nova folha que recebeu, o participante lê o início da frase e escreve a sua própria resposta (abaixo da resposta anterior).
F. O processo repete-se até que cada folha faça o circuito completo e regresse ao seu dono original, que poderá ler o que todos escreveram e partilhar uma síntese.
2. O BARCO
Material: Um barco de papel
Objetivo: Partilhar a experiêcia pessoal e sentimentos associados à atividade
Procedimento:
A. O animador leva para a reunião um barco de papel e explica que durante o tempo em que decorreu a atividade todos os elementos fizeram uma caminhada que se compara a uma viagem de barco.
B. Vai passando então o barco de mão em mão e a pessoa que tem o barco na sua posse é convidada a partilhar com os restantes elementos a forma como se sentiu durante a “viagem”.
C. O jogo termina quando todos tiverem feito a sua partilha.
3. CONTRATOS
Material: Papel e caneta
Objetivo: Traduzir a vivência da atividade em ações práticas para o quotidiano. Promover o acompanhamento mútuo e fortalecer os laços de amizade no grupo.
Procedimento:
A. Formação de Pares: O grupo organiza-se em duplas.
B. Reflexão Individual: O animador pede a cada participante que pense, durante alguns minutos, num compromisso, atitude ou gesto concreto que deseja implementar na sua vida como consequência da atividade realizada.
C. Redação do Contrato: Cada par recebe uma folha de papel. Nela, devem redigir o “Contrato”, que partilha o compromisso de cada um e a forma como o respetivo par o vai ajudar a cumprir (o método de acompanhamento).
D. Definição de Prazos: O compromisso e o papel do “guardião” devem ter uma duração específica no tempo (ex: 2 semanas, 1 mês), para que mais tarde possa haver uma avaliação.
EXEMPLO DE UM “CONTRATO”
Compromisso do Outorgante A: “Eu, [Nome A], comprometo-me a melhorar a minha vida de oração pessoal. Para isso, comprometo-me a ler e meditar o Evangelho do Domingo, às sextas-feiras, durante um mês.”
Papel da Testemunha B: “Eu, [Nome B], na qualidade de testemunha, comprometo-me a enviar todas as sextas-feiras uma mensagem ao [Nome A] para recordar o compromisso assumido.”
(Nota: Repete-se o mesmo processo na mesma folha, invertendo os papéis, para que o Participante B também tenha o seu compromisso e o Participante A seja a sua testemunha).
Assinaturas: ________________ (A) e ________________ (B)
E. Sugestão adicional: Pedir aos participantes que tirem uma fotografia ao papel, no final. Assim, cada um fica com uma cópia no telemóvel para não se esquecer do que prometeu.
Se gostas de técnicas de animação e de grupo, recomendamos-te o livro “Interagir” onde vais encontrar mais de 350 propostas.
