A idade do primeiro beijo

«O primeiro beijo nunca mais se esquece» – diz o provérbio.
Mas será realmente verdade? O primeiro beijo não tem nada de especial, a não ser o facto de ser uma experiência nova?

DIZ-ME COMO BEIJAS…

Falando de beijos não se pode deixar de lembrar que há muitos tipos de beijos: os da mãe ao seu bebé antes de dormir, os que a avó dá a toda a hora, e os que os irmãos mais velhos «estampam» na face, uma vez por outra. São todos beijos, todos muitíssimo ternos e belíssimos
beijos na face.
Mas interessa-vos outro tipo de beijo: o beijo apaixonado, longuíssimo que os casais dão.
Andas cheio de curiosidade e perguntas: «Mas com que idade é que posso também dá-los?». «Que sensação se tem?». «Como se faz?».
As respostas que esperais estão para chegar.
Antes, porém, de prosseguir, lembrai-vos da importantíssima «LEI DO BEIJO»: o beijo nem se dá nem se recebe. Troca-se ou, se preferirdes, com o beijo, dá-se e, simultaneamente, recebe-se. Através do beijo há duas pessoas que se encontram: ambas trocam sentimentos, sensações
e falam uma à outra sem usar palavras.
Dão afecto e recebem afecto e simpatia.
O beijo que não vos transmite nada, deve por-vos de sobreaviso: talvez estejais a enganar-vos no beijo ou, talvez, no sentimento ou, ainda, na pessoa.

EM QUE IDADE

13-15-20: qual será a idade certa? Talvez fiqueis desiludidos, mas não há resposta para esta pergunta! Não existe a idade do beijo ou, melhor, não pode estar contida num determinado ano, num mês ou numa data. Está tudo escrito na idade do coração, aquela que tendes dentro de vós e que não corresponde à idade do bilhete de identidade.
Para alguns de vós, o primeiro beijo acontecer aos 14, para outros aos 22… E não penseis que as poessoas de 22 anos estejam caducas nem que as de 14 sejam demasiado apressadas.
A idade do primeiro beijo sente-se por dentro: com efeito, chega um dia em que o único modo de demonstrar o afecto à pessoa de quem se
gosta é o beijo. Até à véspera, usava-se a carícia ou o beijo na face? Pois bem, a partir de hoje, se os dois gostam realmente um do outro, inicia-se o tempo do beijo. E nem por isso haverá motivo para dramas ou grandes temporais.
Mas já poderá haver preocupação, se os dois usarem os beijos para divertir-se ou para mostrar aos amigos que também já são grandes ou para brincar aos noivos. Nesse caso, o beijo não servirá de nada, não transmitirá nenhum tipo de sentimento e será apenas um modo estúpido de
passar o tempo juntos.

DUVIDOSOS?

Mas se pensais que podeis distribuir beijos a todos os rapazes simpáticos ou a todas as raparigas «desinibidas», experimentai um pouco e percebereis que os beijos que derdes perderão significado. Um beijo aqui, outro acolá, e, passado algum tempo, já não encontrareis ninguém que queira realmente os vossos beijos.
Com o beijo acontece o que, frequentemente, sucede com a famosíssima frase «Amo-te».
Se a pronunciardes sempre, a todo o momento, diante de todas as pessoas, ela perderá importância e nunca mais significará nada na vossa boca.
Portanto, para evitar esta triste consequência, usai o beijo unicamente com a pessoa certa, só quando sentirdes que gostais realmente dela, somente se compreenderdes que os beijos conseguem transmitir tudo aquilo que as palavras não estão em condições de exprimir.
Não «brinqueis aos beijos», mesmo que já sejais grandes e penseis que atingistes a idade do beijo: podereis tê-la atingido, mas também podeis estar a entender tudo de modo errado.
Com o beijo, encontram-se duas vidas que decidem prosseguir juntas. Com o beijo, diz-se à outra pessoa: «Tudo o que tu és e tudo o que tu fazes dá-me paz e dá-me serenidade».
Com o beijo, conta-se o dia, descarrega-se a tensão, sente-se a proximidade da pessoa de quem se gosta que, talvez, tenha estado afastada
tanto tempo.
Não andeis atrás da idade do beijo, pois o coração pensará nisso e indicar-vos-á o momento certo que se aproxima. Entretanto, não roais as unhas com ansiedade; aprendei a amar de verdade, para poderdes trocar o primeiro beijo «inesperado», de modo que se possa recordar verdadeiramente para toda a vida!

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