Lectio divina: 9º Domingo Comum (ano C)

A Palavra de Deus deste domingo é muito simples mas muito profunda.

Na primeira leitura Salomão, pela experiência que tem do grande coração de Deus, pede a proteção para os estrangeiros. No Evangelho são os judeus a fazer o mesmo pedido. Somente que neste texto aparece a grande alma do centurião, um homem sem fé, mas buscador da verdade. Jesus passa-lhe uma cartilha maternal assinada por Ele mesmo para que passe a frequentar a escola dos crentes. “Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». Na segunda leitura Paulo defende um único Evangelho: o de Cristo. A plenitude do homem começa com as boas obras e termina com a abertura ao mistério salvífico de Deus. Bom domingo.
1. Introdução
Neste Domingo e nos dois seguintes, S. Lucas vai mostrar-nos como a pregação de
Jesus foi acolhida pelos simples, os pagãos (hoje), os pecadores e algumas pessoas mais
desprezadas, como as mulheres (XI Domingo); e, ao mesmo tempo, como foi recusada
pelos que não ouviam o testemunho dos profetas (v. 30) nem queriam ver as obras do
Messias (vv. 31 e 35) (Lopes Morgado). Na primeira leitura Salomão, pela experiência
que tem do grande coração de Deus, pede a proteção para os estrangeiros. Aqui é Salomão,
no Evangelho são os judeus a fazer o mesmo pedido. Na segunda leitura Paulo
defende um único Evangelho: o de Cristo.
2. 1 Reis 8, 41-43
2.1 Texto
Naqueles dias, Salomão fez no templo a seguinte oração: «Quando um estrangeiro,
embora não pertença ao vosso povo, Israel, vier aqui dum país distante por causa do
vosso nome – pois ouvirão falar do vosso grande nome, da vossa mão poderosa e do
vosso braço estendido –, quando vier orar neste templo, escutai-o do alto do Céu, onde
habitais, e atendei os seus pedidos, a fim de que todos os povos da terra conheçam o
vosso nome e Vos temam como o vosso povo, Israel, e saibam que o vosso nome é invocado
neste templo que eu edifiquei».
2.2. Que maravilhosa a oração de Salomão!
Não é feita a pensar em si, no povo que Iavé lhe confiou, mas nos “estrangeiros”. Faz
esta oração na dedicação do templo. Jerusalém tinha que ser a cidade de todos os povos,
de todas as gentes, daqui a sua beleza. Hoje, Deus continua a amar e a derramar as
suas graças mesmo por aqueles que não creem. Deus ama cada um dos seres humanos.
3. Salmo 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)
3.1. Salmo 117
O Salmo 117 é o mais pequeno do Saltério. Diz tudo o que é essencial de Deus: é firme
a «sua misericórdia» para com todos, e a sua «fidelidade» permanece para sempre. Daqui
um grande convite: “Louvai o Senhor, todas as nações, aclamai-O, todos os povos”.
4. Gálatas 1, 1-2.6-10
4.1 Texto
Irmãos: Paulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por intermédio de um homem,
mas por mandato de Jesus Cristo e de Deus Pai que O ressuscitou dos mortos,
e todos os irmãos que estão comigo, às Igrejas da Galácia: Surpreende-me que tão depressa
tenhais abandonado Aquele que vos chamou pela graça de Cristo, para passar a
outro evangelho. Não que haja outro evangelho; mas há pessoas que vos perturbam e
pretendem mudar o Evangelho de Cristo. (…)
4. 2 Paulo defende um único Evangelho: o de Cristo.
Alerta a comunidade para que não se deixe seduzir por uma seita judaizante que os
leva a procurar a salvação fora de Cristo.
5. Lucas 7, 1-10
5.1 Texto
(…) Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase
a morrer. Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe
pedir que fosse salvar aquele servo. Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos
suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas, pois estima a nossa
gente e foi ele que nos construiu a sinagoga». Jesus acompanhou-os. Já não estava
longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes,
Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de
ir ter contigo.
Mas diz uma palavra e o meu servo será curado. Porque também eu, que sou um subalterno,
tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um: ‘Vai’ e ele vai, e a outro: ‘Vem’
e ele vem, e ao meu servo: ‘Faz isto’ e ele faz». Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu
admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos
que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». (…)
5.2. O porquê da admiração de Jesus
O cenário de fundo da nossa narração que nos surpreende é o facto de o centurião aparecer
como amigo dos judeus. E porquê? Pelas boas obras realizadas pelo centurião.
Estas constituem um autêntico início no caminho da salvação. A única palavra que
Jesus diz é de admiração. Tal como se admirou pela falta de fé dos seus conterrâneos
de Nazaré, agora admira a fé daquele centurião.

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