Quando os catequistas não se dão

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E mais um artigo desta série sobre a gestão das dificuldades com catequistas.
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Uma das maiores dificuldades (e omissões) dos coordenadores de catequese é gerir os conflitos entre catequistas.

Exemplos que alguns coordenadores que fizeram chegar:

  • Havia um Carlos que era um pequeno tirano lá na paróquia. Ele não gostava das mudanças que eu estava a introduzir. O tal Carlos regava-nos a todos com o vinagre da sua má-educação na tentativa de regressar à pré-história da catequese. O que é que eu fiz? Nada. Esperei que passasse. Erro me!
  • Deixei que todo o meu grupo de catequistas ficasse desfeito por causa de duas catequistas que andavamn pegadas. Mas pegadas a sério. No final do ano, houve 3 catequistas que se mudaram para a paróquia ao lado .

Estas e outras situações reforçam a minha convicção que uma das tarefas primeiras do coordenador de catequese é estar atento ao ambiente emocional e relacional que há dentro do grupo de catequistas.

Construir um bom grupo de catequistas passa muito por promover relações saudáveis dentro da equipa.

Muitas vezes comparamos a Igreja (e os seus serviços, como a catequese) a uma família. Pois… mas é bom que seja uma família funcional. Para isso há algumas opções que podem ajudar.

  • De pequenino é que se torce o pepino!

Enfrenta os problemas relacionais quando estão no seu início. Não os deixes crescer.

Se te dás conta que já catequistas que não se dão, chama-os aparte e vai directo ao assunto.

Quando o conflito cresce, azeda o ambiente geral.

Mesmo que não tenhas a certeza que há um conflito, fala com as pessoas.

  • Mateus 18

O capítulo 18 de S. mateus aconselha a ir falar directamente com a pessoa com quem estás em conflito.

Usa raramente terceiras pessoas e só na medida em que elas podem ajudar a restaurar a unidade e a comunhão.

Encoraja os teus catequistas a irem falar directamente com a pessoa com quem estão zangados. Se um catequista vem falar contigo com queixas contra outro, interrompe-o educadamente e pergunta se ela já falou com a pessoa em causa. Se ainda não o fez, aconselha-a a fazè-lo.

  • Compreender a situação de cada um

Nós não conhecemos o mundo  de situações interiores que vão pelo coração de cada um dos nossos catequistas.

O João anda desmotivado? A Ana tem problemas com o namorado? O estilo brusco da Joana a falar é agressão contra nós ou é a maneira de falar do pai dela?

Olha para o estilo e situação de cada um com um coração compassivo. Olha cada um com os olhos de Deus.

Empenha-te em mostrar, nas tuas relações com cada um, esse coração compassivo, que vem de Deus. A simpatia e a bondade são muito eficazes para corrigir as pessoas mais conflituosas.

  • Afasta os sabotadores

Às vezes, chega o tempo em que a paciência não basta. Por vezes, encontramos catequistas que só conseguem comunicar (com as crianças, com os pais, com os outros catequistas…) na base da agressão e da intimidação. E esta atitude agressiva vê-se reforçada quando as pessoas "recuam" diante da sua brutalidade.

A atitude mais cristã é afastá-lo do serviço da catequese, explicando bem por quê. (Evidentemente, isto exige um discernimento muito cuidado)

Quando tens um sabotador no teu grupo de catequistas e não sabes o que fazer, lembra-te disto: algém vai ter de sair da equipa. Queres que sejam os melhores catequistas a sair, já fartos de aturar a prepotência do sabotador? Ou deve ser o agressor? A decisão é tua. 

 

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