re-começar com o grupo de jovens

Chega Setembro. As paróquias voltam a animar-se e encher-se de vida. Para os grupos de jovens já existentes, uma pergunta aparece, recorrente: Continuamos com o grupo, ou nem por isso?

 

Ainda valerá a pena a experiência de grupo.

Há a concorrência da escola e/ou do trabalho.

Alguns só já têm olhos para as namoradas.

Além disso… descobrimos que não somos tão bons como julgávamos. Também somos capazes de crueldade nos conflitos, a energia necessária aos processos de perdão é enorme…

Terá ainda sentido continuar com a experiência de grupo de jovens?

São questões que surgem a muitos animadores e jovens.

Por vezes os grupos continuam mas sem convicção nem razões válidas.

Pode ser interessante propor um par de reuniões iniciais para reflectir sobre isso mesmo. Foi o que fizemos no nosso grupo.

Há dias reunimo-nos e propus uma partilha a partir de 3 questões.

1. De há um ano a esta parte, identifica na tua vida: (Refere-se ao todo da vida; não apenas ao grupo ou à vida de fé)

==> Um salto de qualidade (algo que conseguiste d epositivo, uma vitória, uma superação; algo que te fez crescer, que te tornou melhor)

==> Uma regressão (algo em que andaste para trás)

==> Um adiamento (uma questão importante que não quiseste ou não conseguiste resolver positivamente)

 

O animador  deve ajudar o grupo a dar profundidade e autenticidade às respostas.

Esta primeira ronda de diálogo permite ao aniamdor e ao grupo tomar consciência do que está realmente a acontecer na vida das pessoas.

 

2. Avaliar a experiência de grupo, no último ano.

Usando o diálogo livre ou alguma grelha adequada o animador convida  a ver o caminho que se fez no ano anterio.

 

3. Projectar o próximo ano

Antes de mais há que ver se o grupo terá os recursos e a motivação para ser uma experiência de qualidade, capaz de dar resposta significativa às vivências postas na 1ª pergunta. É isso que ajuda a descobrir se o grupo é necessário, importante… ou inútil para a vida de cada um.

O animador tem uma função importante em ajudar os jovens a perceber como uma experiência de grupo, feita em fé, autenticidade e generosidade, é útil e necessária para enfrentar as questões importantes da vida.

Decidido que a experiência de grupo merece ser continuada (porque responde ao que é importante na vida; nunca porque é tradição, nem porque “serve” para coisas mesquinhas)  passa-se a delinear, realisticamente, o perfil que queremos para o grupo: o que o grupo pede em termos de disponibilidade, o tipo de relações que há dentro do grupo, os conflitos que temos de superar…

Numa 2ª reunião (sempre necessária, pois as propostas feitas acima são longas!) acertam-se melhor os métodos de trabalho, as datas, as iniciativas.

 

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