Maria, a grande discípula

 O que tem Maria para nos ensinar sobre a Fé? Partindo do Magnificat, vemos Maria como modelo a seguir. 

 

Aproximamo-nos de Maria, mãe de Jesus, aquela em cuja experiência mais podemos confiar para esse encontro com o seu Filho. E, de entre todas as portas de acesso ao mistério de Maria que o Evangelho nos oferece, vamos abrir a do Magnificat (Lc 1, 46-55).

O Magnificat é um hino de louvor que o evangelho de Lucas põe na boca de Maria na visita a sua prima Isabel (Lc 1, 46-56). O importante não é averiguar se cada uma das suas palavras foi ou não pronunciada por Maria. O que o Magnificat nos oferece é a canção profunda da alma de Maria, a melodia com que ela conseguiu entrar em harmonia com a música de Deus.

Escutemos algumas das suas notas:

  • “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu salvador…. É santo o seu nome e a sua misericórdia vai de geração em geração.”

O louvor de Maria sobre para Deus com o ímpeto de uma corrente, com a velocidade de uma flecha, convidando-nos a deixar para trás, por momentos, a tacanhez da nossa oração e a lançarmo-nos no espaço aberto da admiração, do assombro, do agradecimento por Deus ser como é e por nos amar como nos ama.

A nós, crentes, convida-nos também a ajudarmo-nos uns aos outros na descoberta desse Deus a quem, como Jesus, podemos chamar “Pai”. Apoia-nos na nossa missão de nos aproximarmos dos que têm os olhos cegos para despertar neles o desejo da luz.

  • “Olhou para a humildade da sua serva e, por isso, desde agora me hão-de chamar ditosa, porque me fez grandes coisas o Omnipotente.”

Maria educa o nosso olhar para o dirigir para a glória de deus; ensina-nos também a deixarmo-nos observar por ele. Ajuda-nos a aceitarmos que, sobre a nossa pequenez, gravita a imensa ternura de Alguém que nos ama precisamente porque somos pequenos e que não se cansa de fazer em nós coisas maravilhosas, se consentirmos a sua ação.

Maria converte-nos também em educadores e ensina-nos a comunicar a todos a alegria de sermos olhados assim, não por aquele olho dentro de um triângulo, que nos vigiava quando eramos pequenos, mas pelo olhar de um Deus-Mãe que encoraja o crescimento dos filhos, de um Deus-Artista que se alegra com a sua obra.

  • “Exerceu a força do seu braço

e aniquilou os que se elevam orgulhosos;

derrubou os poderosos de seus tronos

e eexaltou os humiltes;

encheu de bens os famintos

e despediu os ricos de mãos vazias.”

Maria revela-nos as preferências de Deus e para onde se inclina o Seu coração. Faz-nos ver pelo avesso a trama da história: os valores do Reino não estão nas mãos dos que sabem, podem e têm, mas nas dos humildes e  famintos.

Texto da autoria de Dolores Aleixandre, retirado do livro ” A Fé dos grandes crentes”

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